Pontos cantados - Iansã
Raio de luz, clarão no céu,
é ventania que vem lá, a noite inteira.
Vento vem e vai rodopiando, a bailar.
Com a espada erguida, ao luar surge a guerreira.
È Iansã varrendo os males,
é Iansã, oh mãe valei-me.
Levei nesse vento os nossos tormentos, levai minha dor.
E quando cessar a tempestade,
e eu vislumbrar novo amanhã.
Explode em meu peito, um brado (EPARREI) oh mãe Iansã.
Põe no tacho azeite pra ferver de Oyá,
Põe nele o tempero desse acarajé.
Que é força e coragem, pra seguir viagem filhos que tem fé. (bis) – Toque Congo
Sonhei um sonho lindo,
sonho tão lindo, que me encantou.
Eu me banhava com as águas da Oxum,
que desciam da pedreira de pai Xangô.
Tempo virava, ventos e trovão roncou
Era a bela Oyá, que no meu sonho vinha para me ajudar.
Ela bailava sem ter os pés no chão,
com suas espada e seu cálice na mão.
Era Iansã me dando a sua proteção. - Toque Samba Cabula
Ventou, mas que ventania (bis)
A Iansã é nossa mãe, Santa Barbará é nossa guia. (bis) – Toque Samba Cabula
Odoiá me chamou, eu fui atender.
Estava sentada Iansã, na palha do dendê. (bis)
O guerreou guerreou, relampejou.
Pelo cálice pela Hóstia, relampejou. (bis) – Toque Congo
Oyá Oyá, olha a matamba,
olha seus filhos Iansã aqui na banda. (bis)
Banho de ervas de Iansã eu vou tomar,
de joelhos eu lhe imploro, minha deusa bela Oyá.
Meus caminhos eu preciso seguir,
e chamo por Iansã, pra vir me conduzir.
Oyá Oyá, olha a matamba,
olha seus filhos Iansã aqui na banda. (bis)
Deusa dos ventos, rainha da bambuzal.
Santa do acarajé, livrai-me de todo mal.
Seus filhos pedem em nome de Oxalá,
Oyá Iansã guerreira, não deixe seus filhos tombar.
Oyá Oyá, olha a matamba,
olha seus filhos Iansã aqui na banda. (bis) – Toque Samba Cabula
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Eparre eparre, eparre bela Oyá
Iansã olha matamba, Iansã olha matamba
A minha Santa guerreira, venha me valer
Pois me sinto em um abismo, não sei o que vou fazer
Em meio a escuridão, veio um raio clarear
Me mostrando o caminho que eu possa traçar.
Eparre eparre, eparre bela Oyá
Iansã olha matamba, Iansã olha matamba
Peço que nesse caminho, os ventos possa assoprar.
Afastando as nuvens, que querem me derrubar
Se nele encontrar espinhos, em flores eu vou pisar
Pois sou filho de Iansã, poderosa Iabá. - Toque Congo
Olha a matamba, eta teme
Olha a matamba, eta teme.
Caboclo é da Moru ganga, eta teme,
Oh Iansã, olha a matamba, eta teme. (bis) – Toque Cabula
Ela é a senhora dos ventos,
ela é a uma linda orixá.
Ela veio acalmar a tormenta,
quem mandou foi meu Oxalá. (bis) – Toque Samba Cabula
Brilhou no meio do bambuzal,
uma estrela a iluminar. (bis)
Mais era ela, mãe Iansã,
que clareava o seu oferenda. (bis)
Que clareava luzes multi cores,
que a sinhá trazia aiá iá no seu alguidar.
Tem acarajé o sinhá, tem dendê.
Tem acarajé o sinhá, tem dendê. (bis) – Toque Samba Cabula
Minha Santa Barbará, ela é coroada. (bis)
Lá no lajedo de pedra, viva Santa Barbará. (bis)
Minha Santa Barbará, ela é de coroa. (bis)
Pelo amor de Deus, Santa Barbará,
não me deixe atoa. (bis) – Toque Cabula
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